Receber no Peru com um clique: como o Yape On-File aumentou 46% a receita dos criadores
No Peru, 77% dos adultos usam Yape. Apenas 4% têm um cartão de crédito internacional.
Esses dois números, lado a lado, explicam quase tudo o que deu errado com as assinaturas na América Latina na última década. Nunca foi falta de vontade de pagar. É que a cobrança recorrente estava presa a um plástico que a maioria não tem.
Hoje podemos contar como resolvemos isso, e o que aconteceu depois.
O que lançamos com a EBANX
Junto com a EBANX colocamos no ar no Peru o Yape On-File: um checkout de um clique sobre a carteira Yape.
O mecanismo é simples de explicar e nada simples de construir. Na primeira compra, as credenciais do comprador são tokenizadas com segurança. A partir daí, cada pagamento seguinte é um toque: sem escanear QR de novo, sem pular para outro app, sem repetir dados.
Foi pensado para o perfil de cliente que atendemos na Kunfupay, nossa plataforma de pagamentos internacionais: educadores online, negócios de assinatura e donos de comunidades. Gente cujo negócio não depende de vender uma vez, mas de receber todo mês sem atrito.
Os resultados, quatro meses depois
O que medimos:
| Métrica | Resultado |
|---|---|
| Receita dos criadores que vendem no Peru | +46% |
| Participação do Yape On-File no nosso volume processado no Peru | 67% |
| Taxa de aprovação do Yape On-File | 95% |
O contexto de mercado em que isso acontece (dados do Peru, não números nossos):
| Dado de mercado | Valor |
|---|---|
| Adultos peruanos que usam Yape | 77% |
| Adultos peruanos com cartão de crédito internacional | 4% |
| Comércio digital no Peru (2026) | US$ 24 bilhões |
O número que mais nos importa não é o primeiro. É o terceiro.
Uma taxa de aprovação de 95% significa que 95 de cada 100 tentativas de cobrança viram cobrança de verdade. E uma assinatura quase nunca cai porque o cliente enjoou: ela cai porque um pagamento falha, ninguém tenta de novo e o cliente só percebe quando já foi embora. Cada ponto de aprovação é um assinante que continua ali no mês seguinte.
Por que isso importa além do Peru
Durante anos, o modelo de assinatura em mercados emergentes ficou limitado pela penetração de cartão. Se o seu país tinha pouco cartão, o seu mercado não existia para a economia de assinatura. Simples assim, e injusto assim.
O que o Yape On-File prova é que esse limite era técnico, não cultural: ao levar a tokenização *on-file* — algo que as bandeiras fazem há décadas — para uma carteira local, a cobrança recorrente funciona sem infraestrutura bancária tradicional.
E funciona melhor. Quando uma carteira aprova mais pagamentos e alcança mais gente do que uma bandeira de cartão, a pergunta deixa de ser se a abordagem wallet-first vai chegar aos mercados emergentes. Passa a ser quanto tempo até virar padrão.
Nossa parceria com a EBANX está ativa desde fevereiro de 2025 e cobre hoje oito mercados da América Latina: Brasil, México, Colômbia, Argentina, Chile, Peru, Equador e Bolívia. Além do Yape, a infraestrutura suporta Pix no Brasil, OXXO Pay no México e Nequi na Colômbia, além de transferências bancárias e bandeiras locais. O criador recebe na moeda dele; o público paga na dele. Se você está comparando opções, veja como a Kunfupay se compara ao Stripe.
O que não se vê: os meses de beta
Vale dizer a parte que não sai em nota à imprensa.
Passamos meses em beta trabalhando com os grandes provedores de pagamento da América Latina. Quase todos vendem a mesma frase: "uma única integração para toda a região".
Dos que nós testamos, isso raramente se sustentou: cada país exigia métodos locais diferentes, os fluxos de usuário eram confusos, a experiência de QR criava atrito bem na hora de pagar e os pagamentos "em tempo real" nem sempre eram em tempo real.
Para um negócio que vende em vários países, isso não é uma integração: é um emaranhado de integrações, remendos operacionais e conversão perdida.
A EBANX foi uma das poucas empresas que ouviu quando propusemos mudanças concretas na implementação. Nos ajudaram a testar, iteramos juntos, e o resultado aparece onde importa: em como o cliente final paga, não em como o produto fica bonito num deck de vendas.
Essa é, no fundo, a única vantagem real de uma fintech pequena: olhar o detalhe que ninguém olha.
A imprensa fintech repercutiu
O lançamento foi coberto pelo Merchant's Eye, veículo especializado da rede FF News, em 22 de setembro de 2026, com a manchete "EBANX and Kunfupay Drive 46% Revenue Growth in Peru via One-Click Yape Checkout".
A matéria traz os números da integração e cita Sebastian Fantini, Diretor de Produto da EBANX (tradução nossa do inglês):
"Além da penetração da carteira, o Yape On-File permite um checkout de um clique sem atrito em cada pagamento seguinte, tokenizando com segurança as credenciais do usuário após a primeira compra. É um modelo transformador para uma plataforma como a Kunfupay, onde os criadores precisam de transações recorrentes fluidas para reter seu público."
— Sebastian Fantini, Diretor de Produto, EBANX
Um veículo internacional de pagamentos descrever a Kunfupay como "sistema operacional financeiro para criadores digitais" com sede em Barcelona e Curitiba não muda o produto. Mas diz algo sobre onde está a conversa: a infraestrutura de cobrança dos mercados emergentes deixou de ser assunto de nicho.
👉 Ler a notícia completa no Merchant's Eye
O que isso significa se você vende para a América Latina
Três conclusões práticas, se o seu negócio cobra do outro lado da fronteira:
Pare de medir seu mercado por penetração de cartão. O Peru nunca foi um mercado pequeno: era um mercado mal atendido. A diferença entre as duas coisas são US$ 24 bilhões de comércio digital.
Aprovação é métrica de retenção, não de checkout. Se você não sabe qual percentual das suas cobranças recorrentes é aprovado, não sabe quanto do churn é seu e quanto é do seu gateway.
O método de pagamento local não é um "extra". Num mercado onde 77% usam uma carteira e só 4% têm cartão de crédito internacional, o método local é o checkout. Todo o resto é opcional.
Seguimos com o mesmo objetivo do começo: que qualquer negócio digital consiga criar um link de cobrança que funcione de verdade na América Latina, sem montar uma integração diferente por país.
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